Posts Tagged ‘Politica’

Não preciso divagar e nem escrever linhas e mais linha de indignação nesse post. Essa imagem abaixo expressa o que consigo enxergar na política brasileira, afinal eles fazem politicagem e não política, o que é bem diferente. Tire suas próprias conclusões.

Merda

Fonte: email

Não preciso escrever linhas e linhas de texto para dizer que me sinto envergonhado. Do que adianta eu ser bom, justo, não roubar, não matar, não envergonhar meu país sendo que esses malditos de Brasilia o fazem para o mundo todo ver?

Olá, “minha gente“! Olha, venho aqui pra dizer que por longos e longos dias pensei em fechar esse blog viu. Não foram poucos os motivos que me levaram a pensar sobre essa possibilidade. Mas, “minha gente“, cá estou eu novamente, tentando manter vivo meu primeiro blog (mas não o único). Vida de universitário e, pior, universitário “paupérrimo” (plim plim $$), é dureza e a gente tem que se virar. Então, “minha gente“, vamos ao que interessa.

Ah, o povo brasileiro, como gosta de sofrer. Sofre com a seleção (será que agora vai?), sofre com a crise (e suas N facetas), sofre com as curitibanas (sim, elas continuam imbatíveis e usam repelente contra homens conquistadores). O povo brasileiro gosta tanto de sofrer que, como se o passado fosse uma mera lembrança cujo os acontecimentos não marcaram em nada, devolvem a escória à própria escória. Quem não lembra dessa célebre frase: “Minha gente!“? Talvez os que não tem recordações disso são aqueles dessa atual geração, que sequer viram a seleção brasileira ganhar a copa de 1994 (após 24 anos sem conquista). Então vou trazer à tona esse assunto.

Todos, ao menos uma vez, seja em livros de História do Brasil, já ouviu falar sobre os “caras-pintadas“. Estávamos nas ruas, realmente com nossos rostos pintados de verde e amarelo, com faixas de protestos e uma determinação incrível de tirar do poder alguém que nos enganou perfeitamente. De quem estamos falando? Nada mais e nada menos que o atual Senador da República, sr. Fernando Collor de Mello, na época então Presidente da República Federativa do Brasil. Mas, atual Senador? Sim, atualmente ele é Senador e nós pagamos seu salário (novamente).

 

 

Estávamos galgando a retirada desse sujeito do poder máximo do Executivo Nacional, pois sua cumplicidade com alguns eventos de cunho imoral e corrupto era inegável. Seu jargão de campanha era exatamente esse: “MINHA GENTE!” e ele nos enganou bonitinho. Aliás, ele foi o Presidente eleito mas jovem do país, pois até então a regra era eleger somente velhos de “guerra”. Lembro perfeitamente a TV mostrando a jovialidade dele, corria todas as manhãs, pedalava, andava de jet-ski. Nenhum outro presidente fora assim. Mas ele, no segundo ano de mandato, mostrou sua cara manchada de corrupção e queria que acreditássemos que ele era vítima e nós, pequenos jovens brasileiros, mostramo a nossa cara, pintada de vergonha por ter colocado esse sujeito no poder, em 1990. Mas onde foi parar essa vergonha? Pelo visto ela não existe mais, pois o sujeito da questão está novamente no poder e em uma das Casas mais importantes do Poder Público, o Senado Nacional.

Eu sinto aquilo que chamamos de vergonha alheia, pois eu não tenho nada a ver com isso. Foi o povo alagoano que o mandou devolta para lá. Se dependesse de mim ele nunca voltaria. Porque eu teria que me sentir culpado e incluso na frase popular que afirma: “todo povo tem os governantes que merecem!“? Deveria ser: “Todo o povo alagoano tem o governante que merece.“! Não me venham criticar que eu estou errado ou sendo discriminador com o povo alagoano porque os fatos falam por só só. Ele esta lá no poder novamente porque Alagoas votou nele e o colocou no Senado. É apenas mais um passo para que ele galgue novamente os palanques rumo ao Palácio do Planalto (novamente), pois o cargo que ele ganhou semana passada foi um presente e tanto: vai gerenciar diretamente as verbas de alguns programas de governo (se não estou enganado, o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – é uma dessas verbas).

É Brasil, eu ainda tento ter alguma esperança, mas desse modo começo a ver ela se esvaindo pelo ralo e dando “Adeus”, dizendo que não volta nunca mais para este país.

Um abraço e tentem ser mais conscientes.

E lá se foi mais um período de eleições (para alguns sim, para outros ainda tem castigo à frente). Isso rendeu até um trabalho acadêmico interessante, na qual eu e meu grupo apresentamos na ultima sexta-feira. Tivemos candidatos de todos os tipos e nomes: Oliveira da ambulância, Beto Feijoada, Nobru, Pingo de mel, Sapão… só nomes que sugerem nada mais nada menos que o descomprometimento total conosco, o eleitor brasileiro.

No trabalho acadêmico que apresentamos, inicialmente ficamos de investigar a proposta de um certo candidato em Curitiba. Aquele sabe, que engasgou feio no debate da Band. Lembro que fiquei algumas semanas correndo atrás dos contatos desse candidato mas a coisa foi impossível. Um candidato que não tem site, não tem comitê (se tinha, só Deus, em sua oniciência, sabe onde era), o partido é uma zona pois nem telefone divulgado dispõe. Enfim, ficamos algumas semanas gastando o tempo e a paciência que não temos. Então nos foi passado um outro candidato, na qual conseguimos muitas informações, cujo existia um comitê, um site e o mais importânte: ele tinha um projeto de campanha (nem isso o outro, aquele que esqueceu tudo no debate e que só sabia falar de poste e do tal cartão verde).

Concluimos nosso trabalho e outros foram apresentados durante as semanas que se seguiram e ao final de tudo, cheguei a conclusão:  ninguém leva a política a sério por pura falta de profissionalismo daqueles que se propõe à vida política/pública. Eu creio que muitos candidatos desse país pensam da seguinte maneira:  vou colocar um apelido em mim, um que seja bem chamativo, não importo que seja brega, vou criar o meu personagem político e que traga votos. Mas esse não é o maior dos males não. E nem o fato de que esses fulanos não sabem nem o que é plano de governo, pois se soubessem teriam um.

Alguem discorda?? :p (Charge: Aroeira)

O maior dos males somos nós mesmos, o eleitor brasileiro, que votamos em muitos desses “profissionais” de nomes exdruxulos e que não apresentam nada x nada. No caso do nosso “amigo” candidato a prefeito de Curitiba, plano de governo era o tal cartão verde, que eu só consegui gravar o nome de tão significativo que era o projeto (imagine o QUÃO significativo era). Isso  me cheira a maracutáia povo, pois como podem lançar um canditato que não faz campanha, quando vai ao debate esqueçe o próprio “plano” de governo? Isso é maracutáia sim:  agregam a grana para campanha, não faz campanha e…e… adivinhem o que fazem com o agregado? É, isso mesmo.

Enfim, o que a maioria dos candidatos a prefeito de Curitiba tinha como “seu” plano de governo, era “nariz de um e fucinho de outro.” Parecia cópia descarada ou que eles haviam tramado em conjunto aqueles planos que pareciam mais planos do Cebolinha contra Mônica gorducha. Bem, acabou e o candidato que esperavamos que ganhasse, ganhou. Como eu voto na Região Metropolitana de Curitiba (PERIFERIA MANO), eu vi o meu candidato se reeleger e dar uma lição de moral na adversária que um dia foi a prefeita daqui (e que fez seu pé de meia com o meu dinheiro e com a grana dos outros 280 mil cabeças). Danou-se dona, danou-se. Vai catar coquinho e empilhar na subida. ( #PRONTOFALEI)

Bem gente, acabou e isso me alegra e eu espero que um dia o povo possa ter condições (e vontade) de conhecer realmente em que está votando, pois ele vai lidar com o seu dinheiro pelos 4 anos sequentes. Ladrões amparados pelas leis é o que não falta.

Abraço

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