A Inclusão Escolar das pessoas com algum tipo de deficiência é um tema deveras preocupante em nosso país, mas é de suma importância para o desenvolvimento de uma nação. A educação inclusiva “repousa em princípios até então considerados incomuns, tais como: a aceitação das diferenças individuais, a valorização de cada pessoa, a convivência dentro da diversidade humana, a aprendizagem através da cooperação” (Sassaki, 1999, p. 42). Por um lado temos uma Constituição Federal que assegura o acesso com totalidade ao ensino básico e por outro lado temos uma grave falta de estrutura ocasionada pelo não planejamento futuro da inclusão dessas pessoas. Está muito em voga, nos últimos tempos, a inclusão social do nosso povo. O Governo atual tem como lema, acabar com a desigualdade econômica, outorgando a miséria do nosso país, mas pouco tem se preocupado com a educação inclusiva.

Educação Inclusiva: Progresso e Justiça Social (foto: UFRGS)
O sistema educacional vigente continua calcado em um sistema que divide alunos normais e alunos especiais, desrespeitando as diferentes características humanas. É nessa intenção, de mudar essa realidade desrespeitosa, que entra a educação inclusiva. É preciso reconhecer e respeitar as diferenças, reconhecendo que somos inevitavelmente diferentes e atender as necessidades individuais dos educandos. Para mudarmos essa concepção atual do sistema educacional, é preciso alterar nosso modo de pensar. Segundo Garcia (1994), a educação precisa ser disseminada no campo social, “afim de que as experiências possam ser trocadas…”.
Temos que ter em mente a concepção de que todos os alunos podem aprender, sejam eles portadores de deficiência ou não e é nessa intenção, de mudar essa mentalidade é que temos que nos esforçar, iniciando a tarefa de democratizar de modo real a educação no Brasil. A Inclusão Escolar exige um novo posicionamento da escola, conforme diz Mantoan (2004), que “É uma inovação que implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico”.
Como estudante universitário e que prima pela pesquisa qualitativa no Brasil, não posso ficar calado diante de tamanha discriminação. A nossa Constituição assegura a TODOS o direito à educação gratuita. Porém, quando você vai até a escola, o que você nota é a falta de Inclusão Escolar. Onde estão os alunos portadores de deficiência? O fato de existirem escolas especiais ja demonstra que a discriminação para com essas pessoas é algo vigente, em voga.
Quem nos disse que ela não é capaz de aprender como qualquer outra criança dita “normal”? Se a Constituição assegura, é lei e, portanto, devemos lutar para que aconteça a Inclusão Escolar de modo efetivo e real e cobrar das autoridades competentes (ou nem tão competentes assim, se me permitem o trocadilho) uma ação efetiva afim de alterar a nossa lamentável e triste realidade.
Abraço a todos e que sirva de inspiração à mudanças.
Mateus Santos
Referencias:
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar de deficientes mentais: que formação para professores? In: MANTOAN, Maria Teresa Egler. (org.) A integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon; SENAC, 1997.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar: o que é? Porque? Como fazer? 2. Ed. São Paulo: Moderna Editora, p. 21-31, 2006.
MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Trabalho docente e formação de professores de educação especial. São Paulo: EPU, p.41-55, 1993.
PICCHI, Magali Bussab. Parceiros da Inclusão Escolar. 1. Ed. São Paulo: Arte e Ciência, p. 57-71, 2002.
GODOY, Hermínia Prado. Inclusão de alunos portadores de deficiência no Ensino Regular Paulista: Recomendações Internacionais e Normas Oficiais. São Paulo: Mackenzie, p. 65-100, 2002.


Muito importante essa discussão. Quero ver a sua pesquisa, quando estiver mais avançada, hein? Em que pé está a coisa?