Todos nós gostaríamos de sermos um otário herói épico, não!? Poder salvar um reino ou até um universo todo, do caos e da desordem desenfreada. Geralmente As vezes é uma meta individual a ser alcançada em uma campanha de RPG: eu quero ser o cara fodão, salvador do mundo e detentor de poderes magníficos, um Semi-deus. Jogamos com afinco, interpretamos com a chatisse maestria de um Shakespeare e rumamos “para o alto e avante“. Já li alguns artigos sobre esse tema em alguns blogs de rpg que acompanho, como o RPGPlanet e o RPgista, mas não lembro (me desculpem) de algum deles terem dado ênfase em um ponto que julgo crucial: a do jogador tímido, que muitas vezes salva a “pátria” e não tem pretensões egoistas épicas.

Lembra de quando você era nivel 1 e seu grupo encontrou aquele bando de amigos goblins em uma estrada? Você, como um guerreiro nato, foi na linha de frente, armado com uma espada (apenas um exemplo) e escudo, para trucidar aqueles fofuxos malditos goblins, mas errava a cada dado lançado? Pois é, havia um outro personagem, nivel 1 também, que estava no seu grupo e te salvou de todas essas jogadas de má sorte. Poderia ser um arqueiro (druida, ranger…) ou um “simplório” ladrão, mas que salvou sua pele quando mais esperava.
O grande problema está quando esse personagem, que está em um nivel suficientemente alto, esquece dessas coisas “pequenas” que lhe ocorreram. Já participei de campanhas onde o umgibo era o que imperava em alguns jogadores. Claro, o dele próprio.

Minha intenção é fazê-los lembrar que, muitas vezes somos e fomos salvos por personagens que até morreram antes do seu tempo, não merecendo cair tão rapidamente quanto você mereceria. E também clarear sua mente a fim de que, se você chegou em um estágio avançadíssimo do seu personagem, é porque em um certo momento, um deles te livrou a cabeça de uma coça goblinística (apenas mais um exemplo dentre muitos). Você pode me argumentar com “mas essa é a função do grupo” e eu apoio teu argumento, mas a partir do momento em que parte do grupo (pode ser apenas um integrante) começa a agir por sí próprio, o conceito de grupo cai e acaba ocorrendo divisão, por causa do ego inflado de jogadores inescrupulósos.

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5 Pitacos to “Bem aventurados os humildes”

  • Diego disse:

    Isso acontece com mais frequencia do que voce imagina :)

    Mas nas minhas últimas campanhas os jogadores estão bem mais maduros e com uma memória mais eficiente :)

  • Tchelo disse:

    Quando isso acontece dá raiva…mas é parte do jogo e o melhor a ser feito nesta hora é usar o ego do jogador metido para melhorar ainda mais a experiência de jogo.

    A melhor maneira de fazer isso é fazer com que o ego dele seja a causa de um plot na história, um exemplo:

    Klonk é um Bárbaro level 18 que só erra quando tira 1 e normalmente dá mais de 120 de dano por ataque e tem 7 ataques por turno…E por isso é o personagem mais metido da mesa…normalmente ignorando os planos que o grupo faz, partida para a porrada de maneira irresponsável.

    Faça com que sua personalidade ganhe notoriedade e que ele passe a ser conhecido nos vilarejos que passa como uma pessoa arrogante. Se tiver um bardo no grupo é melhor ainda, já que ele é o mestre em “espalhar a notícia” e faria com que a fama de “marcarado” do bárbaro chegue aos 4 ventos.

    Pode ser que ele ganhe até um “título” não muito honrável como “Klonk, o Prepotente”.

  • Tchelo disse:

    Outros “títulos” engraçados:

    “Klonk, o prepotente, sem memória, que quase morreu para um Kobold quando ainda era um infanto e foi salvo pelo falecido clérigo azarado”

    “Klonk, o forte e chato”

    “Klonk, aquele que eu não ajudaria nem por toda a sua riqueza e poder”

    “Klonk von Chatisdale”

  • Tsu disse:

    Pois é, às vezes o jogador é tao chato e egocêntrico que temos que parar de convidá-lo pro jogo.
    Acima de tudo o grupo de rpg é um grupo de amigos querendo se divertir, mas sempre tem alguém q estraga. Aí temos q ficar selecionando/conversando com o elemento até arrumar um grupo bom.

  • Alexandre disse:

    Caramba… teve uma campanha que era mestrada por uma garota e visivelmente, porém não explicitamente, ela colocava O NAMORADO como personagem principal.

    Era tudo com ele. Os melhores itens eram para ele, os deuses se dirigiam a ele, era tudo ELE, ELE, ELE…Um saco!
    Aí, chegou uma aventura em que esse cara matou o personagem de outro jogador, sem remorso algum. Era realmente como se fosse um personagem menor na campanha!

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